O que é a criopreservação?
A criopreservação é a técnica que permite conservar as células a temperaturas
muito baixas (-196ºC), por longos períodos, sem que percam a sua viabilidade.
O objetivo da criopreservação das células estaminais do cordão umbilical é permitir
que estas estejam disponíveis no futuro para que, em caso de necessidade, possam
ser utilizadas.
> O processo de criopreservação
Tipos de utlização
TIPOS DE UTILIZAÇÃO DE CÉLULAS ESTAMINAIS
EXPERIÊNCIA CRIOESTAMINAL
Entre irmãos a probabilidade de compatibilidade total é de 25%.
Neste caso o tratamento revelou-se um sucesso, com a recuperação total do paciente
AUTÓLOGAS
RECORRE ÀS CÉLULAS ESTAMINAIS DO PACIENTE
6 amostras libertadas pela Crioestaminal para o tratamento de crianças com Paralisia Cerebral, que integram um estudo da Duke University, EUA
No caso de doenças genéticas e/ou congénitas, a utilização autóloga de sangue do cordão umbilical poderá não ser recomendada devido ao risco das células já estarem afetadas com a patologia.
Para outro tipo de doenças, ter disponíveis células autólogas permitirá evitar a rejeição do transplante, bem como as complicações secundárias associadas aos transplantes alogénicos.
Os transplantes alogénicos podem ser realizados usando amostras de dadores familiares
(related) ou de dadores não relacionados (unrelated), no entanto o sucesso do transplante
é superior quando dador e paciente são relacionados (familiares).
Para além disso, a incidência de doença do enxerto contra o hospedeiro aguda é
menor quando se usam amostras de sangue do cordão umbilical de dadores familiares.
Aplicações atuais
Ao optar por criopreservar as células estaminais do cordão umbilical estará a
garantir que estas estarão imediatamente disponíveis para o seu bebé ou para os seus familiares, em qualquer momento, caso sejam necessárias, permitindo o seu uso em doenças passíveis de serem tratadas com recurso a este tipo de células estaminais.
"Os mais de 25.000 transplantes de SCU realizados até ao momento são o reflexo de uma tecnologia madura e com provas dadas em várias doenças hemato-oncológicas, mas também em diversas patologias não oncológicas."
Doutor David Ferreira,
Responsável Médico da Crioestaminal
- 1º transplante com sangue do cordão umbilical foi realizado em 1988 [em Paris]
entre dois irmãos para o tratamento de um caso de anemia de Fanconi.
- Foram já realizados MAIS DE 25.000 TRANSPLANTES
recorrendo às células estaminais do sangue do cordão umbilical para o tratamento de
doenças oncológicas, deficiências medulares, doenças metabólicas, imunodeficiências, hemoglobinopatias, entre outras.
+ lista completa de doenças
- Aumento exponencial do recurso ao sangue do cordão umbilical para aplicações
terapêuticas
Em 2009, pela primeira vez, o número de transplantes com recurso ao sangue do cordão
umbilical EXCEDEU O NÚMERO DE TRANSPLANTES COM MEDULA ÓSSEA.
comparação com a medula óssea
- Utilização de sangue do cordão umbilical em diabetes tipo 1 e lesões cerebrais
Amostras libertadas de bancos privados, a título experimental, para ensaios clínicos,
com utilização autóloga em crianças com diabetes tipo 1 e lesões cerebrais têm apresentado
resultados promissores.
- Aplicação das células estaminais do tecido do cordão umbilical
Dois pacientes com doença do ENXERTO CONTRA HOSPEDEIRO AGUDA (aGVHD) receberam infusões de CÉLULAS ESTAMINAIS MESENQUIMAIS do tecido do cordão umbilical (UC-MSC).
Verificaram-se melhorias significativas após cada uma das infusões, tendo-se concluído que as UC MSC foram eficazes para o tratamento da aGVHD nestas duas crianças.
Potencial terapêutico (avanços)
CÉLULAS ESTAMINAIS HEMATOPOIÉTICAS
(presentes no sangue do cordão umbilical)
O SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL, para além das células estaminais hematopoiéticas usadas no tratamento de doenças hemato-oncológicas, contém também células progenitoras endoteliais, que se podem diferenciar em células dos vasos sanguíneos e células pluripotentes com a capacidade de se diferenciarem em células neurais, ósseas, hepáticas, entre outras.
O sucesso terapêutico do transplante com recurso às células estaminais presentes no cordão umbilical depende de diversos fatores, tais como a condição física do paciente, tipo de doença, histocompatibilidade (em transplantes alogénicos), entre outros.
Atualmente, encontra-se em estudo na fase de ensaios clínicos a possibilidade de recorrer ao sangue do cordão umbilical para tratamento em lesões da espinal medula, doença vascular periférica e perda adquirida de audição.
> Reportagem SIC: Células de Esperança
Ensaios Clínicos
Amostras libertadas de bancos privados,
com utilização autóloga em crianças com diabetes tipo 1
e lesões cerebrais têm apresentado
resultados promissores.
Aguarda-se, no entanto, a publicação de resultados em revistas científicas da especialidade.
CÉLULAS ESTAMINAIS MESENQUIMAIS
(presentes no tecido do cordão umbilical)
O TECIDO DO CORDÃO UMBILICAL é uma fonte rica em células estaminais mesenquimais, podendo assegurar células para eventuais tratamentos no futuro.
- Enquanto as células hematopoiéticas dão origem às células constituintes do sangue e do sistema imunitário, as células mesenquimais podem diferenciar-se em cartilagem, osso e músculo.
- Por serem capazes de modular a resposta imune, as células mesenquimais podem ser utilizadas em simultâneo com transplantes hematopoiéticos, com o objetivo de reduzirem as complicações associadas aos transplantes alogénicos, aumentando a probabilidade de sucesso dos mesmos.
- Estudos recentes relatam a utilização experimental destas células em pacientes com:
- Doença do enxerto contra hospedeiro
- Lúpus
- Esclerose Múltipla
- Apesar da utilização das células mesenquimais do tecido cordão se encontrar em fase experimental, o potencial terapêutico das células mesenquimais do tecido cordão poderá estender-se a outras doenças, tais como diabetes tipo 1 e outras doenças auto-imunes.